Polícia descobre túnel que levava a cofre do Banco do Brasil em Campo Grande

Do G1 – Graziela Rezende

O túnel de 63 metros, escavado por bandidos e que levava até a central administrativa do Banco do Brasil, em Campo Grande, já estava embaixo do cofre quando houve o confronto da polícia com os suspeitos. Dois morreram, um baleado sobreviveu e outros seis foram presos na madrugada deste domingo (22), durante Operação Hórus.

Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros (Garras), a equipe chegou ao galpão da quadrilha no cruzamento das rua Alegrete com a Travessa Buriti, região do Monte Castelo, por volta das 00h30 (de MS). Lá eles flagraram o grupo cavando o túnel para roubar o banco.

Os policiais ainda encontraram uma grande pilha de sacos com as terras retiradas, durante construção do túnel. Houve a troca de tiros e a polícia também apreendeu três veículos, sendo duas caminhonetes com placas de Pernambuco, Ponta Porã e mais um caminhão.

Ao G1 os delegados Fabio Peró e João Paulo Sartori, titular e adjunto do Garras, respectivamente, disseram que o grupo já vinha sendo investigado há seis meses e seriam pessoas de São Paulo e também do Nordeste. Mais informações serão divulgadas durante coletiva para imprensa na manhã desta segunda-feira (23).

Bandido segue internado em hospital

O suspeito ferido durante confronto foi encaminhado para a Santa Casa. Ele foi identificado como Bruno Oliveira de Souza, 30 anos. Conforme a assessoria de imprensa do hospital, o paciente deu entrada por volta das 1h50 (de MS), levado pelo Corpo de Bombeiros e equipe do Garras, com histórico de ferimento por arma de fogo na mão direita.

Desde então, o paciente se encontra no Centro Cirúrgico por conta de diversas fraturas expostas tanto na mão direita quanto os dedos. Ele permanece sob escolta.

Banco do Brasil diz que vai se manifestar

A assessoria de imprensa do Banco do Brasil informou que vai se manifestar na segunda-feira (23) porque ainda aguarda as “informações das forças de segurança” e, assim que receber, a unidade de comunicação institucional de Brasília, vai fazer uma nota.

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