Servidores mantêm greve e alegam falta de proposta do Governo

BIANCA FUJIMORI

Os profissionais da Educação de Mato Grosso votaram por manter, por tempo indeterminado, a greve iniciada no dia 27 de maio. A decisão foi tomada em uma assembleia geral no início da tarde desta segunda-feira (10), na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá.

Ao todo, 93 Municípios participaram da assembleia e, por unanimidade, decidiram por continuar com as atividades suspensas.

Na terça-feira (4), o governador Mauro Mendes (DEM) enviou um documento aos grevistas com a contraproposta. No entanto, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira, afirmou que o Governo não apresentou propostas com base nas reivindicações feitas pela categoria.

“Esse documento aborda uma série de questões, mas não responde à nossa pauta de reivindicações. Esse documento não apresenta elementos suficientes para que possamos discutir, nessa assembleia geral, a suspensão da greve, com base nos pontos que foram apresentados para o Governo”, disse.

Conforme Valdeir, as medidas adotadas pelo Governo, como o corte do ponto dos profissionais, apenas agitaram ainda mais a mobilização dos trabalhadores e contribuíram para a permanência do movimento.

“Você não apaga fogo jogando gasolina em cima. E o Governo fez isso: ele jogou gasolina na categoria. Isso inflamou ainda mais. O que nós buscamos é que o Governo entenda que greve aqui em Mato Grosso é fato. Não é com a opressão que está sendo colocada que ele vai conseguir [acabar]”, disse.

Questionado sobre a fraca adesão ao movimento, o sindicalista avaliou de forma positiva os últimos dias. Ele apontou que, com o corte dos pontos, os educadores ficaram ainda mais insatisfeitos.

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